Evento da UFMA reconhece ZPE de Bacabeira como “panorama de esperança e desenvolvimento” do Maranhão
O superintendente de Planejamento e Desenvolvimento Econômico da SEDEPE, Rocha Neto, foi um dos palestrantes do VI Simpósio React.
A Rede REACT é uma iniciativa baseada nos pilares da Ciência e Tecnologia, vinculada ao curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia e ao Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Com o tema "Ciência e Tecnologia: fontes de energia para vencer os desafios globais", o evento reúne até sexta-feira (26) especialistas e autoridades para discutir o papel fundamental da ciência e tecnologia no enfrentamento dos desafios contemporâneos.
Rocha Neto destacou a importância da criação e implantação da Zona de Processamento de Exportação do Maranhão (ZPE), projeto elaborado pela SEDEPE, representando "o caminho da Nova Industrialização do Maranhão”. Ele descreveu a iniciativa como “um condomínio industrial, incentivado e alfandegado, com um pacote de incentivos tributários, cambiais e administrativos, incluindo isenção de impostos federais e segurança jurídica".
A ZPE de Bacabeira foi concebida, em detalhes, para atrair investimentos, gerar empregos, desconcentrar a base industrial, agregando valor às exportações, integrando as cadeias globais de valor com fomento à cultura exportadora no estado.
Rocha Neto apresentou dados exponenciais sobre as projeções de impacto da ZPE: a criação de mais de 30 mil empregos diretos e indiretos e mais de 15 bilhões de reais em investimentos, nos próximos 5 anos, que não dependem de recursos estaduais. Entre os projetos previstos estão a geração de hidrogênio, amônia e fertilizantes, produtos essenciais para diversas indústrias e para o desenvolvimento sustentável em uma área, segundo ele, dentro de um conceito de low carbon zone (zona de baixo carbono).
Ao final da palestra, o mediador do debate, professor José Renato de Oliveira Lima, coordenador do curso de Ciência e Tecnologia da UFMA, considerou a exposição “uma aula, um presente, brilhante e estimulador”.
“Sem dúvida nenhuma, a ZPE do Maranhão condensa todo panorama de esperança e desenvolvimento em um estado nesse contexto de ser um dos mais pobres do Brasil”, concluiu o professor.